PROPOSTA
PEDAGÓGICA
Projeto Político-Pedagógico

Projeto Político-Pedagógico

 

Instituto Ânima de Educação

 

 

1- Finalidade da Escola

 

1.1- Justificativa

 

O presente projeto está sendo construído dentro de uma perspectiva dialética, a partir de estudos, discussões e experiências dos vários segmentos que constituem esta instituição, com a finalidade de formar educadores, cuidadores e funcionários dentro dos referenciais teóricos estabelecidos neste documento, em suas formas diversificadas de aprendizagem e construção de conhecimento.

O trabalho pedagógico é desenvolvido levando em consideração a realidade dos educandos, nos aspectos social, econômico, cultural e relacional, para que ocorra uma aprendizagem significativa.

As políticas e ações da instituição são formuladas a partir de estudos, de reflexões e dados originários do cotidiano e dos objetivos levantados por nossa comunidade escolar, para que se estabeleça uma prática pedagógica que assegure a participação efetiva dos diversos segmentos que constituem a Escola e também para que o acesso aos conhecimentos historicamente construídos pelo homem voltem-se para a formação de sujeitos éticos e críticos.

 

1.2- Identificação da Instituição

 

1.2.1- Da mantenedora

 

- Denominação: Instituto Ânima de Educação Ltda.

- Endereço: Rua 246, nº 311, quadra 57, lotes 8 e 6 – Setor Coimbra – Goiânia – GO – CEP 74535-170.

- Natureza: Sociedade Empresarial Ltda.

- Finalidade: Prestação de Serviços Educacionais de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

- Ato constituidor: Contrato Social.

- Registro na JUCEG: 52090922964.

- Responsáveis: Ana Maria Ferreira e Osânia Camargo Lopes.

- CNPJ: 10.966.228/0001-94.

 

1.2.2.- Da Instituição de Ensino

 

- Nome: Ânima – Instituto de Educação.

- Endereço: Rua 246, nº 311 -  Setor Coimbra – Goiânia – Goiás – CEP 74535-170.

- Cursos oferecidos: Educação Básica, em nível de Educação Infantil, Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano, autorizado pela Resolução CEE/CEB/nº 763/2009; Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e Ensino Médio.

- Faixa etária atendida: dos 2/3 aos 17/18 anos.

- Identificação dos grupos conforme a faixa etária:

Educação Infantil

  • Agrupamento de 02/03 anos.
  • Agrupamento de 04 anos.
  • Agrupamento de 05 anos.

Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano.

Ensino Médio: 1ª, 2ª e 3ª Séries.

 

1.2.2.1 – Quadro Demonstrativo de Pessoal Técnico-Administrativo e Docente (Anexo I).

 

1.2.3- Histórico

 

A fundação do Ânima – Instituto de Educação deve ser atribuída a um projeto coletivo de educadores, cujo enfoque principal assenta-se em princípios histórico-filosóficos que visam à formação humanista de sujeitos voltados para a sedimentação de um espaço coletivo mais justo, mais participativo e, portanto, mais feliz.

A perspectiva de construção do ÂNIMA – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO é ética, entendida como um valor, uma ciência, que tem o sentido de contribuir para a superação de todas as formas de “conduta analfabeta”, seja na política, seja na cultura, seja na escola, pois valoriza a pessoa no aspecto integral do seu desenvolvimento e da sua formação histórico-social. O educando, assim, é percebido como ser cognoscente tendente ao entendimento, à amizade, à sabedoria, ao respeito mútuo, enfim, ao gozo social. O ÂNIMA entende a diferença de abordagem entre o “você não sabe” e o “você ainda não sabe, mas pode vir a  saber”, optando sempre pela segunda. O ÂNIMA entende que sua função como instituição educacional é fazer com que o educando, “dentro de um ambiente favorável à aprendizagem”, como diria Epicuro de Samos, o filósofo grego antigo, conheça as coisas do mundo e da realidade e se sinta parte deles; fazer com que o educando mantenha uma concentração continuada em relação ao mundo e à realidade criada pelos humanos, durante o trabalho formativo na sua vida escolar. O ÂNIMA entende que sua ação de conduzir ao esclarecimento vidas em formação passa por assumir alguns critérios para a produção do conhecimento com cientificidade e humanismo, expressão que representa a “alma” de nossa escola. Considerando as diferentes faixas etárias com as quais lida e concordando com Vygotsky, que diz que “o bom ensino é o que antecipa”, o Ânima entende que a ação investigativa dos educandos deve, fundamentalmente: 1) debruçar-se sobre objetos reconhecíveis e definidos de tal maneira que sejam reconhecíveis igualmente pelos outros; 2) dizer dos objetos estudados algo que ainda não foi dito ou rever sob uma óptica diferente o que já se disse; 3) garantir que o estudo seja útil aos demais; 4) fazer com que o estudo forneça elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas e, portanto, para uma continuidade pública.

 

1.2.4- Aspecto Físico da Instituição

 

O Ânima – Instituto de Educação é constituído por 4(quatro) blocos de construção e, conforme projetos em anexo, pretende ampliar suas instalações. Atualmente, o prédio conta com:

- uma (01) recepção/secretaria;

- quinze (15) salas de aula;

- duas (02) salas de professores/coordenação;

- três (03) salas para tesouraria e direção administrativa;

- uma (01) saleta de depósito de produtos de limpeza;

- duas (02) salas de coordenação pedagógica;

- uma (01) sala de direção pedagógica;

- um (01) auditório para cem pessoas, com camarins, dois (02) sanitários, palco, saleta de controle de equipamentos e iluminação, um (01) cômodo para acervo de fantasias e adereços,

- quatro (04) sanitários grandes;

- dois (02) sanitários para cadeirantes;

- uma (01) sala de aula, com sanitário conjugado e chuveiro;

- duas (02) piscinas com profundidades diferentes;

- duas (02) miniquadras de esportes cobertas;

- dois (02) refeitórios cobertos ao lado da cantina;

- uma (01) cantina;

- um (01) playground coberto;

- uma (01) brinquedoteca;

- um (01) espaço para arquivo de documentos escolares;

- uma (01) área de serviços;

- um (01) centro poliesportivo contendo uma quadra tamanho oficial e três piscinas, sendo uma semiolímpica;

- duas (02) salas de descanso para alunos do integral;

- uma (01) sala multimídia;

- uma (01) sala para curso de línguas;

- uma (01) sala para atividades de laboratório;

- duas (02) bibliotecas.

 

1.2.5- Capacidade Patrimonial

 

1.2.5.1- O valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), conforme estabelecido no contrato social da empresa.

 

1.2.5.2- Os bens móveis a seguir relacionados:

 

- oito (08) minibibliotecas afixadas em todas as salas de aula;

- dois (02) bebedouros;

- oito (08) armários de aço;

- vinte (20) computadores;

- uma (01) TV de 29 polegadas;

- cinco (05) aparelhos de som pequenos;

- duas (02) geladeiras, para acondicionamento de alimentos de alunos e de professores;

- um (01) equipamento de som profissional;

- vinte e sete (27) aparelhos de ar condicionado;

- dez (10) ventiladores;

- dois (02) climatizadores;

- cem (100) cadeiras móveis de auditório;

- duzentas (200) carteiras escolares;

- quatro (04) mesas de oito (08) lugares cada uma;

- dez (10) cadeiras para professores;

- duas (02) poltronas acolchoadas;

- uma (01) namoradeira;

- uma (01) mesa de granito;

- uma (01) mesa executiva;

- uma (01) mesa de dez (10) lugares para professores;

- oito (08) conjuntos conjugados de granito, com mesas com quatro (04) assentos cada um, para refeitório;

- brinquedos de playground de polietileno, a saber: um (01) escorregador grande com múltiplas funções; uma (01) casinha de bonecas; um (01) carrossel; uma (01) gangorra;

- brinquedos e jogos variados na brinquedoteca;

- conjuntos de jogos pedagógicos;

- materiais esportivos variados para recreação e natação.

 

1.3- Filosofia da Instituição

 

O século XXI traz profundas mudanças econômicas, sociais e culturais e aponta para a continuidade deste movimento de transformações.

O aumento das possibilidades produtivas em face dos avanços tecnológicos e científicos; a ampliação dos espaços de interação e relacionamentos em nível global; o afloramento de questões relacionadas às etnias, às diferenças, aos modos de ter, ser e estar no mundo, ao gênero, às gerações, ao cuidado com o meio ambiente e a preservação da vida; tudo isso dá forma e conduz positivamente a humanidade em sua busca por um mundo melhor.

Contraditoriamente, assiste-se ao aumento da miséria pelo recrudescimento da concentração de riquezas; vê-se fortalecer o individualismo, o consumismo, as mais diversas formas de violência; percebe-se o acirramento da insegurança, dos medos, das fobias; observam-se o culto ao hedonismo, a solidão, o pragmatismo, o imediatismo; assimila-se a informação em nível de senso comum, através das diversas mídias; recebe-se, por fim, uma carga de situações que contribuem para o encaminhamento de indivíduos manipulados, pouco reflexivos, nada críticos.

Trata-se, portanto, de um momento de contradição e de crise. Diante deste quadro e de tais constatações, qual o papel da Escola?

O Ânima – Instituto de Educação propõe-se a formar sujeitos capazes de compreender, a partir da realidade que os cerca, a constituição de si mesmos e dos outros para:

“- respeitar a Terra e a vida em toda a sua diversidade;

- cuidar da comunidade da vida com compreensão, solidariedade e amor;

- contribuir para a construção de sociedades democráticas, justas, participativas, sustentáveis e pacíficas;

- lutar pela preservação das dádivas e da beleza da Terra para as atuais e futuras gerações.”

Torna-se necessário, portanto, com o objetivo de concretizar as propostas acima, a formação de seres que busquem a construção de uma sociedade que se fundamente em processos humanizadores, éticos, solidários, que tenha como valor universal a democracia e que inclua todas as diferenças para garantir a igualdade.

A Escola, para tanto, propõe-se a assegurar a participação efetiva dos educandos, gestores e professores no processo de ensino-aprendizagem, a fim de que desenvolvam o senso crítico, as habilidades de estabelecer relações e de adquirir uma visão totalizadora e interdisciplinar do conhecimento.

Serão utilizadas metodologias que incluam recursos atuais de multimídia, discussões e debates, produções de textos, pesquisas e as mais diversas formas de expressão artística.

 

1.4- Objetivos

 

São objetivos do Ânima – Instituto de Educação levar a seus aprendizes os conhecimentos historicamente construídos pelo homem, estimulá-los a refletir criticamente e de forma sistemática sobre o seu papel dentro de um espaço coletivo, compreendendo que, apesar de inseridos em uma sociedade excludente e competitiva, é necessário que lutem por um mundo mais democrático, em que as diferenças sejam respeitadas e a igualdade de direitos, assegurada. Para que as ações dos aprendizes sejam eficazes na busca pelo conhecimento, pela justiça e pela paz, a instituição trabalha para a formação de sujeitos autônomos, cooperativos, participativos, críticos, criativos e responsáveis, condições importantes para a viabilização do fortalecimento de atitudes e posturas que alicercem a construção de uma sociedade humanista e ética.

 

2- Estrutura Educacional

 

2.1- Organograma

2.2- Recursos Materiais

 

2.2.1- Biblioteca

 

Os bens móveis elencados no item 1.2.5.2, além do que, a instituição dispõe de uma biblioteca com dois mil títulos (2.000) distribuídos entre livros didáticos e obras destinadas à pesquisa, à literatura e às artes. Torna-se ainda importante salientar que consta do acervo da Biblioteca a assinatura de jornais, tais como “O Popular” e “Folha de São Paulo”, além de revistas de caráter informativo, científico e cultural.

Em cada sala de aula da Educação Infantil e anos iniciais do Fundamental, há uma minibiblioteca com obras literárias – cerca de cem (100) em cada móvel – todas elas apropriadas à faixa etária dos alunos instalados naquele espaço.

 

2.2.2- Laboratório de Ciências

 

- Centrifugador Excelsa 2 – Fanem Ltda. – Mod. 105N – Ind. Brasileira;

- Balança cap. 15 kg – Mod. A nº 22420 – Metalúrgica Brião;

- Fogareiro boca única;

- Botijão de gás com regulador e mangueira;

- Banho maria  cap. 15 tubos – Alpha;

- Bicos de Bunsen – 05 unidades;

- Tripé com tela de amianto – 09 unidades;

- 80 colheres medidoras/soro;

- 06 recipientes de vidro – cap. 03 litros;

- 07 leiteiras;

- 20 recipientes de vidro – cap. 500 ml;

- 01 proveta (LENA) 500ml;

- 01 balança Arja – carga máxima 150 kg;

- 01 balança – carga máxima 200 g (Marte);

- 01 microscópio monocular Warszawa – aumento max: 1000 x;

- 01 estojo com 12 pipetas perfecta 10ml;

- 01 termômetro incoterm – 60º C;

- 02 backers – cap. 600 ml – Laborglass;

- 02 placas de petri normax;

- 01 jogo de escovas para limpeza de tubos de ensaio;

- 01 jogo com estante de tubos de ensaio – 50 ml;

- 01 jogo com estante de tubos de ensaio – 10 ml;

- 01 jogo com estante de tubos de ensaio – 03 ml;

- 01 modelo anatômico (órgãos do corpo humano) desmontável (resina e silicone);

- 01 modelo anatômico (esqueleto) – tamanho original em resina;

- Coleção completa Tesouros da Terra (minerais e pedras preciosas) – Ed. Globo/Ed. Planeta S/A;

- Modelo demonstrativo: rotação e translação terrestre.

 

2.3- Recursos Didáticos

 

- Jogos e materiais pedagógicos diversos;

- Jogos de bingo com letras e palavras;

- Jogos de memória;

- Quebra-cabeças;

- Peças para montagem;

- Jogos de argola;

- Jogos de boliche;

- Jogos de pingue-pongue;

- Materiais de alinhavo;

- Outros.

 

2.4- Recursos Audiovisuais

 

- um (01) retroprojetor;

- um (01) aparelho de vídeocassete;

- dois (02) aparelhos de dvd;

- uma (01) TV de 29 polegadas;

- uma (01) TV de 53 polegadas;

- um (01) aparelhagem semiprofissional de som com oito (08) canais e quatro (04) microfones;

- um acervo de cinquenta dvds com finalidades pedagógicas;

- cinco (05) aparelhos de som pequenos;

- antena parabólica.

 

2.5- Recursos Financeiros

 

Os recursos financeiros serão aqueles oriundos das anuidades escolares, além dos citados no item 1.2.5.1.

 

3- Currículo

 

Os conceitos que orientam a Educação Básica no Brasil baseiam-se em valores universais, tais como a democracia, a justiça social, o respeito à pluralidade, a leitura crítica da realidade e a valorização das experiências pessoais e coletivas, dentre outros.

Para que tais conceitos transformem-se em ações, o currículo escolar deve ser concebido a partir da integração entre as diversas áreas do conhecimento, com o objetivo de levar os estudantes à apreensão dos conteúdos historicamente produzidos pelos homens bem como à construção das habilidades e competências que o exercício da cidadania e o mundo do trabalho pressupõem.

O Currículo Escolar do Ânima – Instituto de Educação dá ênfase às estruturas mentais que privilegiam o conhecimento sobre a memória, alicerçando seu modelo pedagógico em estudiosos como Jean Piaget, Vigotsky e Paulo Freire.

A partir da observação de uma sociedade cuja dinâmica centra-se em transformações constantes e ininterruptas, há que se estabelecer também um currículo que seja suscetível a este movimento sequencial de alterações que se processam no mundo, uma vez que o conhecimento e a sensibilidade não são originários somente do sujeito ou apenas do ambiente, mas da interação entre os dois.

 

Para Vygotsky,

Desde os primeiros dias do desenvolvimento da criança, suas atividades adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, e sendo dirigidas a objetivos definidos, são refratadas através do prisma do ambiente da criança. O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa através de outra pessoa. Essa estrutura humana complexa é o produto de um processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas ligações entre história individual e história social.”

 

Em outras palavras, o contexto social no qual os indivíduos vivem influencia de maneira importante seu desempenho, determinando os problemas para serem observados como também as estratégias apropriadas para solucioná-los. Consequentemente, qualquer sistema de avaliação das competências cognitivas básicas e dos conteúdos devem necessariamente levar em consideração os aspectos contextuais e os significados dos problemas propostos para o indivíduo que está sendo avaliado.

 

O Anexo II deste projeto traz a Programação Curricular.

 

3.1- Objetivos dos Cursos

 

O Ânima – Instituto de Educação tem por finalidade proporcionar oportunidade de novas vivências que possibilitem o pleno desenvolvimento do educando: seu preparo para o exercício da cidadania, sua qualificação para o trabalho e a capacidade de expressar sua subjetividade e sua criatividade.

O processo de ensino-aprendiagem deve ocorrer na Escola e/ou em parceria com a família e com quaisquer instituições que se encontrem, direta ou indiretamente, envolvidas com a educação, com base nos seguintes princípios:

 

“I- liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;

II- pluralismo de ideias e busca de um norte pedagógico;

III- respeito à liberdade;

IV- garantia de padrão de qualidade;

V- valorização da experiência extraescolar;

VI- vinculação entre a educação escolar, o trabalho, as práticas sociais e a vivência pessoal e familiar.”

 

3.2- Metodologia

 

Na trajetória da construção do Projeto Pedagógico do Ânima – Instituto de Educação, os estudos e as discussões sobre a metodologia são contínuos em razão da crise dos saberes pedagógicos.

A prevalência do ideário que dissemina o individualismo e a competitividade, o processo de globalização e o avanço das novas tecnologias estão de tal forma incorporados aos aprendizes que já se constituem em características das atuais gerações: imediatismo, impaciência para a leitura e o conhecimento, pouco rigor para os estudos, o prazer como elemento de sua rotina, dentre outras.

A intervenção da escola neste contexto torna-se importante, uma vez que uma proposta humanista de ensino deve encaminhar um trabalho que priorize o interesse coletivo, que fortaleça o pensamento crítico, a autonomia e os princípios democráticos para buscar nos saberes o caminho para a justiça e a igualdade.

As metodologias adotadas pela Escola, portanto, são definidas a partir da leitura do perfil de seus aprendizes e da realidade que os cerca, para que o trabalho desenvolvido seja de fato interessante e capaz de envolvê-los.

Os princípios a seguir, apontados por Paulo Freire em sua “Pedagogia da Autonomia”, têm sido inspiradores para a organização, o planejamento e as ações pedagógicas da Escola:

 

“1- Não há docência sem discência:

 

1.1-Ensinar exige rigorosidade metódica;

1.2-Ensinar exige pesquisa;

1.3-Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos;

1.4-Ensinar exige criticidade;

1.5-Ensinar exige estética e ética;

1.6-Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo;

1.7-Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;

1.8-Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática;

1.9-Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural.

 

2- Ensinar não é transferir conhecimento:

 

2.1- Ensinar exige consciência do inacabamento;

2.2- Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado;

2.3- Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando;

2.4- Ensinar exige bom senso;

2.5- Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores;

2.6- Ensinar exige apreensão da realidade;

2.7- Ensinar exige alegria e esperança;

2.8- Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível;

2.9- Ensinar exige curiosidade.

 

3- Ensinar é uma especificidade humana:

 

3.1- Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade;

3.2- Ensinar exige comprometimento;

3.3- Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo;

3.4- Ensinar exige liberdade e autoridade;

3.5- Ensinar exige tomada consciente de decisões;

3.6- Ensinar exige saber escutar;

3.7- Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica;

3.8- Ensinar exige disponibilidade para o diálogo;

3.9- Ensinar exige querer bem aos educandos.”

 

Assim é que, observados os fundamentos mencionados, utilizamos pesquisas, uso de recursos multimídia, debates, produção de textos, as mais variadas formas de expressão estética e artística, seminários e outras metodologias que possam seduzir os aprendizes em seu processo de aprendizagem e desenvolvimento integral.

 

3.3- Avaliação

 

A definição do processo de avaliação, sem sombra de dúvida, é muito difícil para pais, educandos, professores, cuidadores, assistentes, administradores ou até mesmo para a fundamentação de políticas públicas que possam aferir desempenhos cognitivos e atitudes dos aprendizes, em razão da própria complexidade da natureza humana e do contexto sócio-econômico-cultural em que os sujeitos a serem avaliados estão inseridos.

Há que se considerar, também, pela própria incompletude do ser humano, que as aferições de resultados devem evitar os padrões rígidos e limitados que interferem na percepção e na aceitação da heterogeneidade dos educandos.

Segundo Jussara Hoffmann, devem-se respeitar os princípios a seguir para a organização das práticas avaliativas:

 

a) “o comprometimento dos educadores e das escolas com os juízos de valor emitidos e as decisões que tomam em relação às possibilidades e necessidades de cada estudante. (...)

b) o respeito às diferenças entre os alunos. (...)

c) a permanência do aluno na escola como direito do estudante e compromisso da escola, ou seja, compromisso em favorecer o seu acesso a outros níveis de saber, a outros graus de ensino, compromisso em ‘garantir-lhe uma experiência sociocultural formadora’ (no dizer de Miguel Arroyo)."

 

As práticas avaliativas do Ânima – Instituto de Educação assumem, portanto, o caráter de serem diagnósticas, contínuas, formativas, garantindo o princípio da prevalência da qualidade sobre a informação e buscando a integração entre as várias áreas do conhecimento para a formação dos seus aprendizes.

As avaliações são trimestrais e compreendem as APs (Avaliações Através de Provas) e as APAs (Avaliações das Produções do Aluno). Trata-se da verificação continuada da aprendizagem proposta neste documento e no Regimento Interno.

As APAs constituem-se de atividades pedagógicas, seminários de pesquisa, trabalhos científicos, filmes, desenvolvimento de projetos, feiras culturais e de ciências, teatros, trabalhos de artes, atividades que envolvem a comunidade, entre outras.

O processo de recuperação ocorre paralelamente às atividades de rotina, e tem por objetivo o nivelamento de conhecimento dos grupos para diminuir possíveis diferenças de desempenho acadêmico entre os alunos. A partir do 9° ano e em todas as séries do Ensino Médio, a Escola oferece, no contraturno, aulas para a resolução de listas, as necessidades de reforço percebidas em cada área de conhecimento.

A média é o resultado da soma de todas as atividades desenvolvidas e das notas obtidas em testes e provas realizados ao longo do trimestre.

Trabalha-se com o Simulado como um dos elementos reveladores do desempenho acadêmico dos alunos, a partir do 5º ano. É importante esclarecer, entretanto, que apesar de seu caráter classificatório os resultados são confidenciais e individuais, sem a publicação de qualquer lista coletiva de pontuações. Cumpre-se ainda destacar que tais Simulados são aplicados com a orientação de professores nas séries iniciais. Somente a partir da constatação de que a turma adquiriu autonomia suficiente é que os alunos irão fazê-lo sem o auxílio de um professor.

O cálculo das médias obedece a uma progressão, conforme a fórmula a seguir:

 

MA = N1x3 + N2x3 + N3x4

3 + 3 + 4

 

Após o encerramento dos 03 (três) trimestres, o aluno do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio que não obtiver média anual igual ou superior a 6,0 (seis) deverá submeter-se a exames suplementares de avaliação final.

O aluno poderá fazer exames de avaliação final em, todas as disciplinas, ficando a cargo do Conselho de Classe a decisão dos casos que careçam de atendimento especial.

O cálculo da média final, após avaliação final, será obtido pela média ponderada, conforme a seguinte fórmula:

 

MFR = 4 x MA+3 x NAF

7

 

Legendas:

MF = Média Final

MA = Média Anual

NAF = Nota de Avaliação Final

 

A opção por este modelo justifica-se, se considerarmos que dificilmente um aluno atingiria a média exigida antes do 3º trimestre e que todos os alunos têm oportunidade de se recuperar até o final do ano, uma vez que haverá tempo suficiente para a Escola trabalhar dificuldades e para o aluno vencê-las. É uma proposta que adquire, portanto, o caráter de superação e de acesso democrático ao saber como um direito de todos.

 

4- Processo de decisão

 

As decisões são tomadas pela equipe pedagógica da Escola, constituída por sua Direção,  Coordenação, sempre buscando atender aos interesses e necessidades de toda a comunidade escolar, após ouvir as partes envolvidas: professores, funcionários, alunos, pais e outros segmentos importantes no contexto escolar.

 

5- Relação de Trabalho

 

5.1- Apresentação

 

As relações de trabalho assegurarão um espaço coletivo para estudos, reflexões e debates acerca de quaisquer aspectos que remetam ao sistema educativo da Instituição.

 

5.2- Planejamento Pedagógico

 

Ocorre antes do início do ano letivo. Durante este período, são realizadas palestras, cursos, oficinas e, posteriormente, a sistematização das propostas de trabalho por área de conhecimento e de maneira interdisciplinar. Faz-se também o planejamento das atividades trimestrais, para redimensioná-lo a partir do perfil da turma, a fim de que se estabeleçam as flexibilizações necessárias.

Estão envolvidos neste processo professores, coordenadores e direção.

 

5.3- Reuniões com Pais

 

Nas primeiras semanas do ano letivo, a Escola apresenta o Projeto Político-Pedagógico aos pais, em reuniões por etapa, da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

A cada trimestre, na entrega dos resultados, organizam-se reuniões que se constituem em momentos durante os quais coordenadores e professores fazem avaliação dos alunos e recebem informações dos pais sobre o desenvolvimento dos mesmos.

 

5.4- Reuniões Pedagógicas com os Professores

 

Além das reuniões previstas no Calendário Escolar, outras são convocadas de acordo com a necessidade pedagógica de cada etapa da Educação Básica. Participam diretores, coordenadores e professores.

São tratados assuntos sobre a relação professor-aluno, o perfil de crianças e adolescentes no mundo atual, a aprendizagem cognitiva, a socialização e o desenvolvimentos dos educandos, a inclusão de alunos com necessidades especiais, questões como disciplina e temas específicos das áreas de conhecimento, processos de leiturização, dentre outros.

 

6- Avaliação do Projeto Político-Pedagógico

 

A avaliação do Projeto Político-Pedagógico ocorre em diversos momentos: cotidianamente, com os professores, à medida em que vão surgindo os problemas em relação à aprendizagem e às atitudes dos alunos; trimestralmente, quando são reavaliadas as propostas das atividades para o triimestre letivo; no final do ano letivo, quando, conjuntamente, professores, coordenadores e diretores se reúnem para reformular propostas pedagógicas visando à melhoria contínua da qualidade do trabalho.

 

7- Tempo Escolar

 

O Calendário Escolar resulta das discussões entre professores, coordenadores e diretores. Realizado ao final do ano letivo, indicam o que deve permanecer e continuar na distribuição do tempo das atividades escolares.

O Calendário é composto pelos seguintes itens: início e término do ano letivo; feriados; provas regulares e de recuperação; simulados; maratona objetivando à revisão dos conteúdos para os exames de acesso às universidades; festividades e campeonatos internos; mostras dos trabalhos desenvolvidos durante o ano; conselhos de classe; férias dos dos alunos. Em relação aos cursos e reuniões pedagógicas, elabora-se um calendário à parte, após negociação de horários com os professores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências bibliográficas:

 

- FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

 

- HOFFMANN, Jussara. Pontos e Contrapontos do pensar e agir em avaliação. São Paulo: Mediação, 1999.

 

- Textos Teóricos Metodológicos. ENEM 2009, Brasília – DF.

 

- VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

 

- Fragmento de texto da Carta da Terra, Unesco, Paris, 2000.

 

- Parâmetros Curriculares Nacionais, Brasil, MEC, 1997 e 1998.

 

- Lei 9.394 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1996.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anexo II

Programação Curricular

 

O Colégio ministra a educação básica, nos seguintes níveis:

 

I-Educação Infantil;

II-Ensino Fundamental em regime seriado anual;

III-Ensino Médio em regime seriado anual com duração de 03 (três) anos letivos.

 

A Educação Infantil, oferecida na Instituição a partir dos dois (02) anos, tem como objetivos gerais oferecer à criança meios necessários ao desenvolvimento de aprendizagens significativas que lhe permitam uma visão concreta do mundo, ampliando seu nível de compreensão sobre o mesmo, tornando-se um ser crítico, criativo e produtor de sua própria história, a partir do respeito e reconhecimento de sua realidade sócio-cultural.

 

Objetivos e Conteúdos da Educação Infantil:

 

I- Movimento: possibilitar à criança o reconhecimento do seu corpo em movimento e em posição estática em relação aos objetos e às determinações de tempo e espaço, ligados à coordenação do movimento e ao equilíbrio; possibilitar à criança experimentar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação.                                                                                                                   

II- Artes Visuais: representar e expressar-se através das artes plásticas (pintura, desenho, recorte e colagem).

III- Música: explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo; perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.

IV- Linguagem Oral e Escrita: desenvolver a capacidade de expressão através da escrita e da oralidade.

V- Natureza e Sociedade: localizar o aluno no tempo e no espaço, oferecendo-lhe oportunidade de perceber-se como pessoa em convívio com outras pessoas, demais seres vivos e coisas, numa relação de interação social, na perspectiva de ação e transformação do meio que o cerca.

VI- Matemática: Possibilitar à criança o desenvolvimento de sua capacidade de lidar com números, medidas e geometria.

 

O Ensino Fundamental, com duração mínima de nove anos letivos, tem por objetivo a formação básica do cidadão mediante:

 

I-o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II-a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III-o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV-o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

 

São norteadores das ações pedagógicas do Ensino Fundamental:

 

I-“os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum;

II-os princípios dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática;

III-os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais.”

 

O currículo do Ensino Fundamental fundamenta-se na integração entre a Base Nacional Comum e a parte diversificada, estabelecida de conformidade com os aspectos da cultura regional e ação pedagógica encaminhada pelo Colégio, em torno do paradigma curricular que visa a estabelecer a relação entre a educação fundamental, a vida cidadã e as áreas de conhecimento.

 

São objetivos gerais de cada área de conhecimento:

 

I- Língua Portuguesa: “adquirir progressivamente uma competência, em relação à linguagem, que possibilite resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado.”

II- Matemática: identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta, percebendo o caráter de jogo intelectual característico da Matemática; resolver situações-problema, desenvolvendo formas de raciocínio e processos como dedução, indução, intuição, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológico disponíveis; comunicar-se matematicamente, fazendo uso da linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas; estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre estes temas e conhecimentos de outras áreas curriculares; sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a autoestima e perseverança na busca de alternativas; trabalhar coletivamente na busca de soluções para problemas propostos, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles (PCNs – adaptação).

III- Geografia: construir um conjunto de conhecimentos referentes a conceitos, procedimentos e atitudes relacionados à Geografia que permitam: conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações; identificar e avaliar as ações do homem em sociedade e suas consequências em diferentes espaços e tempos; compreender a espacialidade e a temporalidade dos fenômenos geográficos; compreender que o desenvolvimento econômico, político, científico e sócio-cultural são conquistas humanas que precisam ser democratizadas; conhecer e saber utilizar os procedimentos de pesquisa da Geografia; fazer leituras de imagens, de dados e de documentos de diferentes fontes; saber utilizar a linguagem cartográfica; valorizar o patrimônio sócio-cultural e respeitar a sociodiversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e um elemento de fortalecimento da democracia.

IV- História: identificar o próprio grupo de convívio e suas relações com outros tempos/espaços; conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais em diversos tempos/espaços; questionar a realidade identificando seus problemas e refletindo sobre possíveis soluções; utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros iconográficos, escritos e sonoros.

V- Ciências: compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive; identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida; formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidas no aprendizado escolar; saber utilizar conceitos científicos básicos; saber combinar leituras, observações, experimentações, registros etc., para coleta, organização, comunicação e discussão de fatos e informações; valorizar o trabalho em grupo tendo em vista a ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento; compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela ação coletiva; compreender a tecnologia como um meio para suprir necessidades humanas distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais à natureza e ao homem.

VI- Arte: desenvolver a competência estética e artística nas diversas modalidades da área de Artes visando produzir trabalhos pessoais e grupais, assim como aprender progressivamente a apreciar, desfrutar, valorizar e julgar os bens artísticos de distintos povos e culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade, sabendo expressar e comunicar-se em artes e mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fazer fruir produções artísticas.

VII- Educação Física: participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo características físicas de cada um; adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas, repudiando qualquer atitude de violência e/ou discriminação; conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura corporal no Brasil e no mundo; criar hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, visando a manutenção e a melhoria da saúde individual e coletiva.

VIII- Língua Estrangeira: conhecer o vocabulário e noções gramaticais que possibilitem o desenvolvimento do raciocínio da língua estrangeira; desenvolver a capacidade auditiva e a oralidade; desenvolver a capacidade de compreender, interpretar e produzir textos.

 

A complementação do currículo escolar dar-se-á através dos temas tranversais, previstos nos PCNs, cujos objetivos são trabalhar a sexualidade, a ética, a pluralidade cultural, o meio ambiente e a saúde, dentro de uma perspectiva interdisciplinar, através de leituras.

 

Ensino Médio

 

O Ensino Médio, com duração de três anos, tem como objetivo o aprofundamento da Educação Básica, buscando:

 

I- a consolidação dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II- a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

III- o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV- a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos e dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina.

 

Norteiam a organização curricular do Ensino Médio:

 

I- valorização dos direitos e deveres do cidadão e do respeito ao bem comum e à ordem democrática;

II- fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de respeito recíproco.

 

São objetivos gerais das áreas de conhecimento do Ensino Médio:

 

I- “Linguagens, Códigos e suas tecnologias: compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação; confrontar opiniões e pontos de vista sobre diferentes linguagens; analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos; compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade; conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso à informação e a outras culturas; entender os princípios das tecnologias da comunicação e da informação, associá-los aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte e aos problemas que se propõem a solucionar, entendendo o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na vida; aplicar as tendências da comunicação e da informação na Escola.

II- Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias: compreender as ciências como construções humanas, entendendo como elas se desenvolvem por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando o desenvolvimento científico com a transformação da sociedade; entender e aplicar os métodos e procedimentos próprios nas Ciências Naturais; identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a produção, análise e interpretação de resultados, de processos ou experimentos científicos e tecnológicos; compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculo de probabilidades; identificar, analisar a aplicar conhecimentos sobre valores e variáveis representados em gráficos, diagramas ou expressões algébricas, realizando previsão de tendências, extrapolação e interpolações e interpretações; analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente, relacionados a contextos sócio-econômicos, científicos ou cotidianos; apropriar-se dos conhecimentos da Física, da Química e da Biologia e aplicar este conhecimento para explicar o funcionamento do mundo natural; identificar, representar e utilizar o conhecimento geométrico para o aperfeiçoamento da leitura, da compreensão e da ação sobre a realidade; entender a relação entre o desenvolvimento das Ciências Naturais e o desenvolvimento tecnológico; aplicar as tecnologias às Ciências Naturais; compreender conceitos, procedimentos e estratégias matemáticas e aplicá-los às situações diversas no contexto das Ciências, da tecnologia e das atividades cotidianas.

III- Ciências Humanas e suas tecnologias: compreender os elementos cognitivos, sociais, afetivos e culturais que constituem a identidade individual e social; compreender a sociedade, sua gênese e transformações e os múltiplos fatores que nelas intervêm como produtos da ação humana, a si mesmo como agente social e aos processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos e indivíduos; compreender o desenvolvimento da sociedade como processo de ocupação de espaços físicos e as relações de vida humana com a paisagem em seus desdobramentos político-sociais, culturais, econômicos e humanos; compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais e culturais em condutas de indagação, análise, problematização e protagonismo diante de situações novas, problemas ou questões da vida pessoal, social, política, econômica e cultural; entender os princípios das tecnologias associadas ao conhecimento do indivíduo, da sociedade e da cultura, entre as quais as de planejamento, organização, gestão, trabalho em equipe e associá-las aos problemas que se propõe a resolver; entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Humanas sobre a vida pessoal, os processos de produção, o desenvolvimento do conhecimento e a vida social; aplicar as tecnologias das Ciências Humanas e Sociais.

IV- Educação Física e Artes receberão um tratamento interdisciplinar e contextualizado nas áreas de conhecimento citadas neste artigo.”