REVISTA
ÂNIMA
Olhando para o céu, nos raros momentos em que a pressa do mundo moderno lhe permite, o homem atual vê o espaço infinito que esconde os mesmos segredos que instigaram seus ancestrais e os estimularam na busca do conhecimento de si mesmos e de tudo o que os seus sentidos conseguem alcançar. Mas nada disso se fez sem registro, sem notícia, sem informação, sem comunicação.

Ainda que de forma rudimentar, talvez constatando a imperenidade da própria existência, mas também a continuidade da vida através de seus descendentes, o homem pré-histórico passou a expressar suas dúvidas existenciais, animais, paisagens, sua luta pela sobrevivência, os recursos e tecnologias que foi criando, na medida em que seu cérebro se desenvolvia e sua sensibilidade aflorava.

Certamente a mímica e a imitação devem ter precedido tais momentos e estimulado as manifestações gráficas mais primitivas de que temos conhecimento. As pinturas rupestres que nos encantam ainda hoje talvez possam ser consideradas as primeiras “revistas” feitas pelo homem, pois se propuseram a imprimir na pedra desejos e feitos, os acontecimentos e a rotina dos aglomerados humanos nestes primórdios.

Não é difícil, portanto, inferir que as conquistas do homem resultam processualmente de todas essas formas de comunicação. Inscrever, referir, mencionar, repercutir, assinalar, consignar, narrar são elementos que viabilizaram a acumulação de saberes, de tecnologias, de inovações e nos fizeram sonhar com horizontes mais amplos.

E é nesta perspectiva que nasce a Revista Ânima cujo maior propósito é o de publicar artigos acadêmicos, propostas, notícias, discussões, espalhando palavras, ideias, arte, literatura, entretenimento, saberes, enfim, que tragam contribuições para toda a comunidade escolar.

Há uma teoria de que nossa origem remonta às estrelas, por isso o grande fascínio que elas exercem sobre a humanidade. Indispensável que continuemos nos alimentando delas para registrar virtual ou manualmente nossos avanços, como seres inteligentes e sensíveis que somos, em busca do conhecimento, que nos parece inesgotável, e da beleza deste caminho.

Sejam bem-vindos!